segunda-feira, 1 de maio de 2017

Canção da Primavera






Eu, dar flor, já não dou. Mas vós, ó flores,
pois que maio chegou,
Revesti-o de clâmides de cores!
Que eu, dar flor, já não dou.

Eu, cantar já não canto. Mas vós, aves,
Acordai desse azul,calado há tanto,
As infinitas naves!
Que eu, cantar, já não canto.

Eu, invernos e outonos recalcados
Regelaram meu ser neste arrepio...
Aquece tu, ó sol, jardins e prados!
Que eu, é de mim o frio.

Eu, Maio, já não tenho. Mas tu, Maio,
Vem, com tua paixão,
Prostrar a terra em cálido desmaio!
Que eu, ter Maio, já não.

Que eu, dar flor, já não dou; cantar,não canto;
Ter sol, não tenho; e amar... 
Mas, se não amo,
Como é que, Maio em flor, te chamo tanto,
E não por mim assim te chamo? 


José Régio


domingo, 30 de abril de 2017

✿ Lírios uma flor belíssima




Nunca me canso de os apreciar, já tinha falado neles, mas hoje trago novas fotografias. Estas lindas flores pertencem à família das Liliaceae, que possui centenas de espécies diferentes do género Lilium. 





É uma flor que tem a sua história baseada em muitas religiões, na mitologia, em lendas e crenças.




Foram mencionados muitas vezes na Bíblia, é célebre o trecho do evangelho de Mateus em que Jesus declama durante o Sermão da Montanha: "Olhai os lírios do campo; eles não trabalham nem tecem; no entanto eu vos digo: mesmo Salomão, em toda sua glória, não se vestiu como um deles".




Na cultura chinesa o lírio representa o amor eterno, sendo cultivada à mais de 3000 anos.




No antigo Egipto o lírio era a flor símbolo da deusa Ísis, entrando em diversos rituais em sua homenagem.




Tem como principais significados a representação da inocência, pureza e castidade, estando por este motivo muitas vezes presentes nos ramos de noivas.




Os lírios estão presentes em muitas decorações.





É um símbolo de beleza e elegância.




Fotos: Pessoais


sábado, 29 de abril de 2017

Noite de Saudade - Poema de Florbela Espanca




A Noite vem poisando devagar
Sobre a Terra, que inunda de amargura...
E nem sequer a benção do luar
A quis tornar divinamente pura...

Ninguém vem atrás dela a acompanhar
A sua dor que é cheia de tortura...
E eu oiço a Noite imensa soluçar!
E eu oiço soluçar a Noite escura!

Porque és assim tão escura, assim tão triste?!
é que, talvez, ó Noite, em ti existe
Uma saudade igual à que eu contenho!

Saudade que eu sei donde me vem...
Talvez de ti, ó Noite!... Ou de ninguém!...
Que eu nunca sei quem sou, nem o que tenho!


Florbela Espanca

sexta-feira, 28 de abril de 2017

O PINTOR Kevin Daniel - Vida Selvagem -




O artista americano Kevin Daniel começou a interessar-se pela pintura ainda jovem.





Estudou as obras de artistas clássicos como Rembrandt, Renoir e Monet, tendo ficado impressionado com sua atenção ao detalhe, cenário panorâmico e uso de cores. Também ele queria representar nas suas obras todo o realismo e beleza da natureza.






Kevin diz:

"Com meu amor e paixão pela natureza, eu queria focar o realismo da arte dos animais selvagens, trazendo à vida as sutilezas do ar livre a partir de uma posição natural, mas única."






Vive no Minnesota o que lhe permite observar e capturar a magia da vida selvagem e da natureza, traduzindo-a nas suas maravilhosas pinturas.






Pela beleza das suas obras e pela sua versatilidade como artista, ganhou vários prémios, fama e reconhecimento nacional, encontrando-se as suas pinturas em várias coleções e galerias.

Para conhecer melhor a arte deste brilhante artista visite a seu site pessoal: “Kevin Daniel Art





“Todos nós, sem excepção, passamos a vida à procura do segredo da vida. Pois bem: o segredo da vida reside na arte.” (Oscar Wilde)


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Lembrança - Poema de Guilherme de Almeida




Lembro o pudor da paisagem
e a fanfarra de perfumes
que o claro clarim dos lírios
abria nas madrugadas.

Lembro o susto dos insetos
na castidade das águas,
e as asas do pó fugindo
atrás da luz desnudada.

Lembro a fala dos caminhos
ao longo dos passos cegos,
e os ventos enovelados
na cabeleira das nuvens.

Lembro o bulício da palha
quando pisavas a tarde,
os olhos cheios de folhas
e as mãos repletas de ninhos.

Lembro a noite dos meus olhos
sem luas no seu silêncio,
quando ficavas na sombra
e a sombra ficava estrela.

Lembro a palavra parada
na flor adiada da boca,
e lembro o beijo retido
ao gesto alado de adeuses.


Guilherme de Almeida



quarta-feira, 26 de abril de 2017

Os Canais de AMESTERDÃO




Da minha visita a Amesterdão, já  AQUI mostrei, o passeio que fizemos pelos seus famosos canais, mas hoje vou apresentar mais algumas fotografias que ainda ficaram guardadas, bem como alguma informação adicional sobre eles.






A cidade de Amsterdam é conhecida como a Veneza do Norte devido aos seus múltiplos canais. São mais de 100 quilómetros de canais, 90 ilhas e 1500 pontes.





Os canais têm um papel muito importante na cidade, eles são uma "via" de transporte que possibilita a circulação de bens, mercadorias e pessoas. 





Os três principais canais, Herengracht, Prinsengracht, e Keizersgracht, cavados no Século XVII durante a Idade de Ouro Holandesa, formam cinturões concêntricos ao redor da cidade, conhecidos como Grachtengordel. Ao longo dos canais existem 1550 monumentos. 





Lá se encontram imensos "Barcos Casa", são barcos que sofreram alterações para lá se poder habitar permanentemente. Têm electricidade e estão ligados à rede de água, gás e esgotos.







Em 2010, foi considerada como Património Mundial da UNESCO, a área de canais do Século XVII, incluindo Prinsengracht, Keizersgracht, Herengracht e Jordaan.





Fotos: Pessoais


terça-feira, 25 de abril de 2017

Finita Infinidade - Poema de Emily Dickinson





há uma solidão no céu,
uma solidão no mar
e uma solidão na morte.
mas fazem todas companhia
comparadas a este local profundo,
esta polar intimidade,
uma alma que reconhece a si mesma:
finita infinidade.


Emily Dickinson



segunda-feira, 24 de abril de 2017

Papagaio do Mar - Puffin




Hoje vou falar um pouco sobre o: Papagaio-do-mar

Nome Científico: Fratercula
Ordem: Charadriiformes
Família: Alcidae



Foto: Wallpaper7


Existem três espécies de papagaio-do-mar: Atlantic puffin (Fratercula arctica), Horned puffin (Fratercula corniculata) e Tufted puffin (Fratercula cirrhata)


Foto: www.anawalls.com


Atlantic puffin (Fratercula arctica) 
Distribuição e Habitat : 
Atlântico norte: costas do norte da Europa ao sul do norte da França, Ilhas Britânicas, Ilhas Faroé, Islândia, Gronelândia, Noruega e Canadá Atlântico, em seguida, para o sul do Maine. Invernos sul para Marrocos e Nova York.

Identificação:
O Papagaio-do-mar tem cerca de 28 a 30 cm de comprimento e pesa cerca de 400g. Vive de 20 a 25 anos e têm forma compacta e hidrodinâmica. Os seus pés têm os dedos unidos por uma membrana que está adaptada para nadar debaixo d'água e as suas penas são à prova d'água. O peito branco com dorso e asas negras ajudam na camuflagem contra os predadores de cima, de baixo e quando nada. As asas curtas e os fortes músculos das asas ajudam-no a nadar fortemente, usando as asas como barbatanas. As asas medem 47 a 63 cm de comprimento. A parte superior do bico e da língua são orlados com espinhos apontados para trás, permitindo agarrar o peixe escorregadio. O bico possui uma dobradiça que permite que o peixe fique na parte superior do bico, enquanto ele apanha mais com a parte inferior do bico.


Foto: Wallpaper8

Foto: Wallpaper4.com

Foto: www.Zoom.net


Horned puffin (Fratercula corniculata)
Distribuição e Habitat :
Pacífico Norte: costas da Sibéria, Alasca e Colúmbia Britânica, invernando para o sul até a Califórnia e Baja California.

Identificação:
A altura do pássaro adulto é de aproximadamente 20 cm, o peso é de aproximadamente 500 g e a envergadura é de aproximadamente 58 cm. Os papagaio-do-mar Horned são monomórficos (os machos e as fêmeas exibem a mesma coloração da plumagem). As aves sexualmente maduras têm um pequeno "chifre" preto carnudo que se estende para cima a partir do olho, do qual o animal deriva seu nome comum - o papagaio-do-mar horned. Uma linha escura estende-se para trás do olho para o occipital. As bochechas são brancas, com uma mancha amarela carnuda na base.


Foto:Wallpaper3

Foto: www.volvoab.com


Tufted puffin (Fratercula cirrhata)
Distribuição e Habitat :
Pacífico Norte: Columbia Britânica, em todo o sudeste do Alasca e as Ilhas Aleutas, Kamchatka, as Ilhas Curilas e em todo o Mar de Okhotsk. Invernos ao sul para Honshū e Califórnia.

Identificação:
Os papagaio-do-mar adornados têm cerca de 35 cm de comprimento com uma envergadura similar e pesam cerca de três quartos de um quilograma. As aves da população do Pacífico Ocidental são um pouco maiores do que as do Pacífico oriental, e as aves machos tendem a ser ligeiramente maiores do que as fêmeas. A sua característica mais distintiva são os tufos amarelos (latim: cirri) que aparecem anualmente em aves de ambos os sexos quando se aproxima a estação reprodutiva de verão. Os seus pés tornam-se vermelho brilhante e o seu rosto também se torna branco brilhante no verão. Durante a época de alimentação, os tufos mudam para fora e a plumagem, bico e pernas perdem muito do seu brilho. 


Foto: www.allwidewallpapers.com

Foto: pcwallart.com


Hábitos Gerais:
Geralmente vistos sozinhos ou em pares, os papagaios-do-mar são excelentes nadadores. São, no entanto , maus voadores: quando levantam vôo, voam baixo sobre a água, batendo as asas até 400 batimentos por minuto. As suas pernas estão colocadas na parte posterior do corpo, por isso, as aterrisagens nem sempre são as mais suaves quando há ventos fortes. Sendo altamente sociáveis, os papagaios-do-mar juntam-se em grupos imensos no alto mar para encontrar um parceiro. Em terra, surgem disputas entre as aves que defendem os seus locais de nidificação na colônia. Tais lutas são às vezes rodeadas por uma multidão de espectadores curiosos. Os papagaios-do-mar tentam deter os predadores voando em grandes grupos no mar.


Foto: Fwallpapers2


Reprodução (geral):
Durante a época de acasalamento (entre março e maio) o bico do papagaio-do-mar é vermelho, amarelo e azul, esbatendo no final do verão. Durante a corte, estas aves produzem sons de arrulho e batem com o bico um no outro. Escavam uma toca onde a fêmea põe um ovo, que ambos os progenitores incubam por vez, aninhando-o debaixo da sua asa. Quando a cria choca, é alimentada durante 40 dias pelos progenitores. Permanecem na toca por dez dias antes de se dirigirem ao mar. Os papagaios-do-mar regressam às colónias onde nasceram.


Foto: www.allforwall.net


Alimentação (geral):
Os papagaios-do-mar mergulham até 60 m para encontrar peixes como enguias e merlúcios, que são as suas principais presas. Quando se alimentam, eles balançam-se na superfície e depois mergulham debaixo de água, engolindo as suas presas. As gaivotas-argênteas muitas vezes esperam pelo regresso dos papagaios-do-mar das suas pescarias, para roubarem a sua comida. Os papagaios-do-mar tentam evitá-las seguindo de imediato para a toca, a fim de fazer a entrega às suas crias.


Foto: wallpaperlayer.com


Fontes e Fotos: Wikipedia; http://wallpapersafari.com/puffin-wallpaper/; www.1Zoom.net; www.anawalls.com; wallpaperlayer.com; www.allforwall.net; www.volvoab.com; outros net